Wilian Bento - O 1º de Maio e a Luta dos Trabalhadores em defesa dos direitos

Wilian Bento - Estudante de Licenciatura em História – UFSM

Wilian Bento  - O 1º de Maio e a Luta dos Trabalhadores em defesa dos direitos
Foto: Divulgação

É necessário fazermos o exercício de lembrarmos que o dia 1º de maio não é somente um feriado, mas também um dia de luta para a classe trabalhadora. O 1º de maio foi instituído dia internacional do trabalhador para prestar homenagem aos trabalhadores mortos pela força policial em Chicago nos Estados Unidos no ano de 1886 porque estavam participando de um movimento grevista que reivindicava melhores condições de trabalho e redução na jornada de trabalho para oito horas diárias, é esse o motivo pelo qual este dia é considerado feriado.

 

A luta dos trabalhadores e trabalhadoras em busca da garantia de seus direitos sempre foi incessante no Brasil e no mundo. As grandes greves ocorridas nos últimos quatro anos é a prova de que infelizmente os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras sempre estão na berlinda com a política neoliberal imposta pelo sistema financeiro e os grandes empresários, por isso a resistência é sempre necessária, nós cidadãos brasileiros e brasileiras devemos estar sempre vigilantes porque defender a classe trabalhadora é defender a vida e a dignidade das pessoas.

 

O atual governo, com sua política de ataque aos direitos dos trabalhadores e de quem defende essa classe como os sindicatos e centrais sindicais, colocou em xeque a estabilidade dos trabalhadores estagnando a economia com o fraco  impulsionamento de poder de compra. Com a extinção do ministério do trabalho, foram tirados direitos essenciais dos trabalhadores como a diminuição de benefícios, aumento de descontos na folha de pagamento, a relação entre empregado e empregador se tornou mais exploradora do que já era, mexendo na poupança do trabalhador como, por exemplo, disponibilizar saque do FGTS, sem um caráter de urgência para o trabalhador, forçar a abertura dos comércios no país em meio a pandemia mundial do COVID – 19, nos deve colocar em alerta, e assegurar que direitos garantidos devem ser mantidos e não retirados.

 

Quem movimenta a roda da economia não pode ser colocado como um mero contribuinte na luta de classes e sim deve ser protagonista, pois são eles e elas os trabalhadores e trabalhadoras do mundo que estão a todo vapor acordando cedo e chegando tarde em suas casas, excedendo a jornada de oito horas de trabalho, vendendo a força de trabalho para poder movimentar esse sistema econômico que explora, maltrata, indigna mas que ao mesmo tempo sem alguém para ligar as máquinas e gerar produção excedente do necessário e ser distribuído de forma nada igualitária não tem como existir.

 

 

Wilian é Colunista/Colaborador do Site O Centro Sul - O conteúdo publicado pelos colaboradores e colunistas são de inteira responsabilidade dos seus autores.