Respostas do ecossistema às ações humanas e ao capitalismo

Wilian Bento  - Estudante de Licenciatura em História – UFSM

Respostas do ecossistema às ações humanas e ao capitalismo
Foto: Wilian Bento/Divulgação

A vida de cada um de nós é constituída por mudanças, sendo essas mudanças naturais ou não. Nós seres humanos habitamos no planeta e usufruímos de toda a matéria prima que nele existe, respiramos o ar, bebemos a água, plantamos na terra, mas o que fazemos para retribuir de volta para o planeta tudo o que ele nos oferece gratuitamente?

Nós esquecemos que a nossa relação com a terra, é como um contrato social, onde temos os direitos mas também temos deveres. A ganância e o poder de nós seres humanos é maior do que o cumprimento do nosso dever com a terra, mas vínhamos recebendo avisos através dos desastres naturais do crescimento da crise econômica mundial, o caos social que os menos favorecidos vivem dia a dia, e o que pensamos? Produção, mais produção, e muito EU e menos NÓS.

 Alguns anos atrás um velho barbudo escreveu uma tese sobre o individualismo das pessoas e como esse individualismo iria afetar a vida política e social dos seres, era Karl Marx, expondo seus pensamentos sobre o sistema capitalista para o mundo e propondo outro modelo de política e de sociedade, modelo esse que é muito criticado até os dias de hoje e também muito aplaudido, mas isso agora não importa, o que importa é admitirmos que esse sistema excludente não vale mais.

Se não começarmos a desenvolver métodos de distribuição de renda para quem tem menos, revisar a retirada de certos privilégios dos que tem mais (como grandes empresários que visam somente a produção), alertar os cuidados com o nosso ecossistema, vamos sempre nos deparar com crises como essa do COVID – 19.  Defender que a vida deve ter um outro sentido e com certeza deve ser mais humana, não é defender o socialismo ou o comunismo, ser de direita ou de esquerda, defender a vida humana significa sobreviver.

O Papa Francisco escreveu uma encíclica chamada Laudato – Si, (em português “Louvado Seja”), onde o pontífice crítica o desenvolvimento econômico e propõe um modelo de cuidado com a nossa casa comum, o nosso planeta, mas como podemos fazer isso? Acreditando que um outro mundo é possível apostando na agroecologia, na economia solidária, na distribuição de renda e trabalho coletivo, deixando de pensarmos somente em nós mesmos e pensarmos no outro de forma integral.

A natureza já deu sua resposta, se continuarmos com esse modelo econômico destrutivo e ganancioso, iremos perder a credibilidade com a terra e ela irá nos abandonar e nos proibir de conhecer o seu mais lindo espetáculo, a vida, sem ela nós morreremos e no fim não vamos desfrutar de ver o céu azul, o pôr do sol, ver e colher os frutos das árvores, golfinhos, patos, tartarugas e outros animais voltando a vida sem poluição, vamos poder ver somente através de mídias sociais, quando estivermos em quarentena dentro de nossas casas.

 

 

Wilian é Colunista/Colaborador do Site O Centro Sul - O conteúdo publicado pelos colaboradores e colunistas são de inteira responsabilidade dos seus autores.